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Deformidades Craniofaciais
1 – O que é deformidade craniofacial?
2 – Como é o tratamento da pessoa portadora de deformidade craniofacial?
3 – Como devo tratar uma pessoa que possui deformidade craniofacial?
4 – A deformidade craniofacial tem prevenção?
5 – Nos casos em que existe a prevenção, como faze-la?
6 – Nos casos em que ainda não existe prevenção, como está o desenvolvimento de pesquisas científicas na área?
7 – Qual é o futuro, segundo a Associação FACE, da reconstrução craniofacial no mundo ?
8 – Qual o objetivo da Associação FACE na distribuição gratuita da cartilha on line?
1 – O que é deformidade craniofacial?
As anomalias ou deformidades craniofaciais podem ser conceituadas como todo o desvio ou modificação do que é convencionalmente considerado normal na forma ou função da face. Deste modo podemos dividi-las em três tipos básicos:
> Congênitas: são as deformidades presentes ao nascer, que tiveram seu desencadeamento ainda na fase embrionária e que podem ou não terem herança genética, ou seja, terem sido passadas dos pais para os filhos.
Podemos classificá-las em duas áreas que as dividem conceitualmente, com a finalidade de compreensão do mecanismo de evolução das mesmas. As displasias são as deformidades que resultam de uma desorganização ou desincronização na complexa cronologia de acontecimentos na formação do embrião desde a fecundação; As disostoses são as deformidades que se estabelecem em uma determinada área onde a formação básica já teve sua finalização.
> Pós-traumáticas: por pós-traumáticas devemos levar em conta não somente o trauma de acidente, mas também o trauma causado por um evento cirúrgico, como na ressecção de um tumor, por exemplo, os quais costumam ser muito agressivos quando surgem na infância, obrigando um tratamento com a mesma agressividade.
> Evolutivas: são todas as deformidades sindrômicas ou não que têm seu início após o nascimento e que não estão claramente ligadas a algum trauma.
Com essas linhas gerais é possível entender que as anomalias craniofaciais têm etiologias diferentes e, conseqüentemente, entendimento e tratamento diferentes, que envolverão abordagem multidisciplinar no tratamento e acompanhamento. (Dr. Rodrigo Faria do Valle Dornelles)
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2 – Como é o tratamento da pessoa portadora de deformidade craniofacial?
O tratamento de uma deformidade craniofacial não se resume ao ato operatório ou ao período de internação hospitalar. Por ser a face uma estrutura altamente funcional e dinâmica, existe a necessidade de uma abordagem multidisciplinar aos vários aspectos que interagem no conjunto da deformidade.
A musculatura mímica, mastigatória e deglutória necessitam reeducação, para se adequar à reestruturação óssea, portanto os pacientes necessitam de acompanhamento fonoaudiológico no pré-operatório, para diagnóstico das dificuldades, e no pós-operatório, para a reeducação muscular propriamente dita.
A face reflete, através da mímica e da força da musculatura mastigatória, o extravasamento das tensões, além de conter a súmula da auto-imagem do indivíduo, e por isso mesmo existem incontáveis distúrbios psicológicos ligados às anomalias faciais, e que devem ser trabalhados por psicóloga antes e depois da cirurgia.
As arcadas dentárias orientam toda a movimentação e o posicionamento ósseo da face, e devem ser tratadas pré e pós operatoriamente de acordo com a necessidade de cada caso.
Nas anomalias congênitas e traumáticas em que a motricidade geral também é afetada, existe a necessidade da reabilitação pela fisioterapia.
Algumas deformidades necessitam complementação do tratamento através do uso de próteses, como no caso dos tumores orbitais em que se necessitam próteses oculares, em outros tumores faciais também pode existir a necessidade de substituição de unidades anatômicas por próteses externas de silicone. (Dra. Vera Lúcia Nocchi Cardim)
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3 – Como devo tratar uma pessoa que possui deformidade craniofacial?
Deve tratar como uma pessoa normal, que tem toda possibilidade de se desenvolver, brincar, estudar, trabalhar, fazer amigos, casar e constituir família. (Alberto Monteiro e Getúlio Júnior, portadores da Síndrome de Crouzon)
Na maioria dos casos de deformidade craniofacial a anomalia não está diretamente ligada a limitações mentais, pelo contrário, na grande maioria dos casos onde existe a deformidade craniofacial não existe qualquer tipo de limitação intelectual.
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4 – A deformidade craniofacial tem prevenção?
Em alguns casos sim, em outros ainda não.
Os casos em que ainda não existe prevenção são principalmente ligados a anomalias genéticas e os casos que possuem prevenção estão ligados principalmente a ocorrências onde a deformidade craniofacial é adquirida através de traumas ou na ausência de cuidados durante a gestação, nos casos onde a deformidade não é genética.
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5 – Nos casos em que existe a prevenção, como faze-la?
a) Não faça uso de drogas
b) Não use ou não abuse do álcool e do cigarro, principalmente na gestação
c) Dirija com responsabilidade, usando cinto de segurança, não conversando ao telefone celular e respeite sempre as Leis de Trânsito.
d) Alimente-se adequadamente, principalmente na gestação e no período de crescimento com vitamina B, encontrada em vegetais de folhas verdes, germe de trigo, gema de ovo, fígado, carne magra, peixe, cereais e frutas, como laranja e limão.
e) Incentive, nas crianças, a respiração pelo nariz e não pela boca
f) Realize regularmente o pré-natal
g) Muito cuidado com álcool, fogo e produtos inflamáveis em geral
h) Fique sempre vigilante com acidentes domésticos
j) Quando necessário, sempre utilize equipamentos de segurança no trabalho
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6 – Nos casos em que ainda não existe prevenção, como está o desenvolvimento de pesquisas científicas na área?
A ciência é desenvolvida de forma muito rápida e com as pesquisas ligadas às anomalias genéticas não é diferente. Nas últimas décadas, o grande desenvolvimento do mapeamento genético, dos estudos citogenéticos e do delineamento molecular permitiu o isolamento dos genes responsáveis por várias síndromes e doenças, o que se torna extremamente útil no aconselhamento genético.
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7 – Qual é o futuro, segundo a Associação FACE, da reconstrução craniofacial no mundo?
Acredito que com todo o potencial de destruição que a violência humana vem construindo ao longo dos séculos, o mundo deve estar mais do que preparado para a reconstrução. Além disso, métodos cada vez mais avançados de diagnóstico e suporte fetais e neonatais proporcionarão sobrevida a quem antes não tinha chance, tornando-os tratáveis e operáveis.
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8 – Qual o objetivo da Associação F.A.CE. na distribuição gratuita da cartilha on line?
O objetivo na distribuição da cartilha on line é prevenir novos casos de deformidade craniofacial, ou seja, tratar a anomalia craniofacial na fonte, antes que ela apareça.
O F.A.CE. tem duas formas de atuação:
> Tratar casos já existentes de deformidade craniofacial e
> Prevenir o surgimento de novos casos de deformidade.
Para solicitar a utilização da cartilha on line é necessário que o interessado entre em contado com a Associação F.A.CE. através do e-mail
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e que não sejam empresas ligadas a fumo e bebidas alcoolicas.
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